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Ryot pede apoio para lançar coletânea de tiras

em agosto 6 | em HQs | por | com No Comments

Outro grande nome do quadrinho nacional decidiu pedir uma força pro público para lançar seu próximo trabalho. Desta vez, Ricardo Tokumoto, mais conhecido como Ryot, tá pedindo a colaboração de seus leitores para publicar uma coletânea de suas doentias tirinhas. Por ser um grande fã do trabalho dele, decidi não só participar como ajudar na divulgação!

Para quem não conhece, Ryot é o cartunista responsável pelas garbosas tirinhas do site Ryotiras, além de ser colaborador da revista MAD e co-autor do álbum independente “Ovelha Negra”, que já babamos ovo por aqui. Leia a entrevista a seguir e sabia um pouco mais sobre o cara:

Como começou a fazer quadrinhos? E o seu blog?

Outro dia descobri umas páginas bem antigas em casa, de quando eu tinha uns 6, 7 anos. Mas eram quadrinhos com várias páginas, coisa que eu não faço tanto hoje em dia. Nesse formato de tiras acredito que foi quando eu tinha uns 15 anos, quando já publicava fanzines que tinham mais um cunho político, num contexto meio punk, com mais textos e a tirinha vinha só como um detalhe.  O blog eu tenho desde janeiro de 2007.

De onde surgiu o nome Ryot?

São as inicias do meu nome Ricardo Yoshio Okama Tokumoto. É uma espécie de rubrica. Quando descobri que existia a palavra em inglês “riot” eu acabei adotando de vez esse apelido.

Quais são seus cartunistas favoritos?

São muitos. Daqui do Brasil eu gosto muito do que eu já considero clássicos: Fábio Zimbres, Mutarelli, Laerte, Adão, Jaca, Angeli… tem os mais recentes como o André Dahmer, Rafael Sica, Caio Gomez, Daniel Lafayete, Gabriel Góes. Enfim toda essa galera dos coletivos “Samba”, “Beleléu”, “Prego”, “Quase”, “Sociedade Radioativa”, “Mosh”, “F”, “Jukebox”. Revistas como a “Animal”, “Chiclete com Banana”, “Circo” e a própria “MAD” foram de grande influência também. E o nosso coletivo Pandemônio que eu realmente admiro de verdade todo mundo ali.

E a “Ovelha Negra”, quando teremos acesso novamente ao acervo desse “clássico”?

Bom, eu e o Daniel Werneck temos liberado materiais semelhantes nas páginas de algumas edições MAD. Talvez mais pra frente, quem sabe, podemos resgatar pelo menos uma revista desses anos remotos..


Se pudesse escolher apenas uma de suas tiras pra representar tudo o que já fez, qual seria?

Nossa, difícil… talvez a do Jaspion  ( http://ryotiras.com/?p=2756 ) . Não é a minha favorita, mas representa muito bem essa mistura que gosto de fazer de situações absurdas no meio de algo cotidiano, com referências a algo da cultura popular. E nesse traço bem espontâneo, prezando mais pela expressividade do que pela estética técnica.

Fale um pouco sobre o livro que está no Catarse. Número de páginas, quantas tiras, papel e etc.

Esse livro seria uma coletânea das melhores tiras publicadas no blog nesses 5 anos. O livro vai ter 140 páginas, nas quais 20 serão de conteúdo inédito feito especialmente para essa compilação. Vai ser em papel couché 90 gramas, com capa em papel triplex, formato 15x21cm. O projeto tá no Catarse em esquema de crowdfounding, onde a pessoa realiza uma pré-compra do livro e ajuda a financiar a impressão. E assim, como em todos esses anos o blog só existiu em função das pessoas que gostam das tiras, o livro vai seguir essa mesma idéia contando com o apoio de cada um em sua realização.
Para colaborar com o Catarse do Ryot, clique aqui!

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