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Os filmes de terror nas músicas do Misfits – parte 1

em abril 26 | em Cinema, Música, Opinião | por | com 7 Comments

Conheci o Misfits na minha adolescência e foi amor à primeira ouvida. Encontrei na banda tudo o que me fascina (punk, horror, ficção cientifica, couro, olheiras, devilock, músculos… ui!) e o amor aumentou conforme fui conhecendo melhor as letras dos caras.

Misfits com a Maila Nurmi, a Vampira

Misfits com a Maila Nurmi, a Vampira

Nada melhor que ouvir seu ídolo falando de grandes clássicos do cinema podreira. (Meu coração se aquece.) Como não sou egoísta, vou compartilha minha paixão por rock de macho e cinema com vocês. Pra isso, selecionei algumas dicas de filmes, baseadas nas letras da banda:

Música: We Are 138

Do you think we’re robot clean
Does this face look almost mean
Is it time to be an android not a man

Filme: THX 1138, de George Lucas [1971] – Veja o trailer

THX 1138, George Lucas

THX 1138, George Lucas

“THX 1138 – foi o primeiro filme escrito e dirigido por George Lucas. O filme conta a história de dois residentes de uma sociedade distópica localizada no subterrâneo em um local e época indefinida. A sociedade criada por Lucas apresenta uma visão pessimista de um futuro em que os habitantes são vigiados por andróides, obrigados a consumir drogas e onde toda a forma de emoção foi proibida.”

Pois é isso mesmo, o filme não é fácil de se engolir. Já vi e é daqueles tensos. A fotografia é irada, muito branco, todo mundo muito limpo e careca e sem amor, aquilo que já conhecemos bem de distopia, indivíduo X sociedade, mal estar, limbo… O final também não é feliz e nem o filme é de terror. Mas vale o registro, principalmente por essa música do Misfits ter se tornado o hino ♥ da banda… todos cantando numa “marcha” unossíona punk horror… “138… 138… nós somos… 138” e a quebradeira começa. Acho que a letra é do Danzig, ali manjava dos filmes classudos e teorias da conspiração.


“‘138 ‘É como as pessoas sendo tratadas como andróides, onde você tem um número ao invés de um nome, então é como o número humana seria um 138 … Tivemos botões feitos uma vez, eles eram robôs com ‘138’ que pareciam metade humanos coisas android kinda, muito antes de seu Terminator ou coisas assim. “ – Jerry Only

Música: Helena

If I cut off your arms and cut off your legs
Would you still love me anyway?

Filme: Encaixotando Helena, de Jennifer Lynch [1993] – Veja o trailer

Encaixotando Helena, Jennifer Lynch

Encaixotando Helena, Jennifer Lynch

“Nick Cavanaugh (Julian Sands), um famoso cirurgião, fica obcecado pela beleza de Helena (Sherilyn Fenn), uma prostituta. Ela o rejeita, mas mesmo assim ele tenta convencê-la que um necessita do outro. No entanto ela tem outros planos, mas acaba sendo vítima de um terrível acidente que a deixa nas mãos do médico, que tem então uma macabra idéia para não mais perdê-la.”

Ui. Também já vi e adoro esse filme! Falam mal dele, que é muito cheio de qui qui qui, que é meio afrescalhado demais, que a atuação da (gostosa e linda) Julia Sands foi uma BOMBA, que Madonna e Kim Basinger recusaram o papel no filme… enfim, chatisse de gente que não consegue relaxar com uma cerva e ver um filme com um quezinho só meio brega anos 80.

Mas ele é tenso. Toda hora me imaginava na situação imposta à personagem… “que merda cair na mão de um doido desses”… e o lindo do Michael Graves consegue expressar essa parada doentia na música. :) “Why don’t you love me anyway?” Não vou explicitar o que acontece no final, dá pra sacar pela música. E é um filme da filha de David Lynch, claro que tem uma ambientação mais feminina… o final é o mais criticado, mas ai é do gosto de cada um.

Música: Shinning

“Carol Anne” the beast is calling
“Carol Anne, Carol Anne” she can hear souls sing
“Carol Anne” the beast it needs you
Here it comes, here it comes
Reaching out somewhere from inside your TV

Filme: Poltergeist, de Steven Spielberg [1982] – Veja o trailer

Poltergeist, Spilberg

Poltergeist, Spilberg

Todo mundo sabe que filme é esse, da loirinha que entra na TV, classicão do Spielberg, uma casa cheia de assombração e todo tipo de encosto e mazelas que marcaram os filmes dos anos 80. Na época era assustador (foi até indicado aos oscaras de melhores efeitos visuais, melhor trilha sonora e melhor som – e tem o dedo de Tobe Hooper, que rodou as cenas mecânicas), hoje em dia os efeitos fazem até rir… mas vocês já leram sobre os lances sinistros que aconteceram depois das filmagens?
:O

Dizem que durante estas filmagens vários fenômenos paranormais aconteceram… mas, o que realmente causou espanto foi a morte de duas atrizes deste filme: Dominique Dunne, a irmã mais velha da loirinha – morreu estrangulada pelo marido… ela era tipo uma Daniella Perez da época dela, atuava em outra série e tinha tudo pra despontar.

E Heather O´Rourke, a loirinha, Carol Anne, a protagonista dos 3 episódios: Poltergeist I (1982), Poltergeist II (1986) e Poltergeist III (1988). Um belo dia em 1987 ela estava filmando Potergeist III e passou mal de uma forma muito estranha, depois ela acordou vomitando… e do nada ela teve uma parada cardíaca, desmaiou e faleceu. Do nada.

Ah, a música é linda… diz que a besta chama a Carol Anne pela TV… e fala de uma infecção… Coincidência? Ui.

             

Música: Return of the Fly

Return of the fly
Return of the fly
With Vincent Price
Yeah, return of the fly

Filme: Return of the Fly, de Edward Bernds [1959]  – Veja o trailer

Return of the Fly, de Edward Bernds

Return of the Fly, de Edward Bernds

Aqui temos uma das minha preferidas, com Danzig nos vocais (não achei video no youtube com ele cantando) não dizendo quase que nada com nada: apenas chamando os nomes dos atores, cada estrofe numa interpretação e fazendo ode a Vicent Price. Simples, direto, preto no branco e ainda assim, cheio de energia, mistério e aquelas coisas que fazem os clássicos (Universal, Hammer e os grandes estúdios da época de ouro de Hollywood) serem chamados “clássicos”. Certos filmes são como certas bandas, tem que se imortalizados.

Esse filme é já “a missão” (hehehe, sim, o clássico que conhecemos “A Mosca” é um remake do primeiro), “Phillipe, filho do falecido cientista André Delambre, decide continuar as pesquisas de seu pai e consegue, após argumentação incisiva, o apoio financeiro de seu tio, François Delambre (Vincent Price), co-proprietário das indústrias Delambre. No entanto, para levar a cabo as experiências, contrata como assistente um criminoso britânico procurado, o qual tentará roubar os planos e esquemas da invenção de seu pai.”.

Também já vi é é divertido. Vincent Price dá de capota em qualquer falta de recursos e o final é “diferente”. Já a música do Misfits é uma homenagem ao mestre e aos bons tempos do terror com formigas gigantes, mulheres de 15 metros e laboratórios de cientistas loucos. Onde a imaginação ainda era requisito para sobrevivência nas telas.

Música: Halloween

This day anything goes
Burning bodies hanging from poles
I remember
Halloween, Halloween, Halloween, Halloween
Halloween, Halloween, Halloween, Halloween

Filme: Halloween, John Carpenter [1978] – Veja o trailer

Halloween, John Carpenter

Halloween, John Carpenter

A música não fala exatamente de Michael Myers mas não poderia aproveitar a deixa e citar meu queridíssimo John Carpenter! Esse filme é sensasional e perfeito e eu não entendo o porquê do lindo do Rob Zombie cismar com a merda do remaka, mas PELO MENOS foi ele quem fez e do jeito que as coisas andam tudo vai ser refilmado, esse povo não sabe mais pensar e criar um roteiro original. Fodam-se então a gente, sentemos e choremos a cada download. Enfim.

O filme é foda, a trilha é tensa, o suspense é constante. No de Rob Zombie ele transformou o Michael Myers em um bundinha que sofria bullyng e ficou doidinho. Só que nesse, no original, o lance é outro. Myers matou a irmã depois de ver ela transando com o namorado… na noite de Halloween… e ele só tinha 6 anos! Ai mandaram o PSICOPATA para o sanatório por 15 anos e quando ele foge, vai atrás da irmã que sobrou, a Jamie Lee Curtis ainda novinha e gatinha… na noite do Halloween! Isso é filme para você ver com uma gatinha do lado, para segurar na mão dela na hora dos sustos!

A música, voltando à banda, também tornou-se um hino da banda, um clássico do Misfits. Mais uma prova o terror/horror/suspense e afins satisfaz também de um jeito positivo o ser humano. E só saber cultivar o lado sombrio do jeito certo, seja com filmes, música, quadrinhos ou “internet”.

(Se você é fã da banda e sabe de “fofoquinhas” sobre algumas das composições, ajeite seu devilock e fique à vontade para correções ou sugestões).

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7 Responses to Os filmes de terror nas músicas do Misfits – parte 1

  1. Rodrigo disse:

    Legal o artigo, na espera pela parte 2. 

  2. Peguei minha bola de cristal e previ que a Parte 2 vai falar de Night of The Living Dead e Astro Zombies.

  3. Saturday Night é uma versão Slasher de Porks!

  4. Scumbag disse:

    danada. fale aquilo que te disse sobre “bullet”

  5. gg your god disse:

    tava gostosa hj, com roupinha de professora. danada.

  6. [...] empatada com a Vampira, pois copiou descaradamente o estilo da musa eternizada por uma música dos Misfits… a coitada da Vampira até processou ela. Só mantivemos na lista, pois a cena final dos [...]

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