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Nota de repúdio ao blog “Caixa de Gibis” e seu post “A derrota dos super-heróis – Ou porque não precisamos de heróis gays”

em junho 1 | em HQs, Opinião | por | com 58 Comments

Esse mês, a Marvel Comics anunciou o casamento de um dos seus personagens clássicos. Este tipo de evento costuma ser em muito celebrado, afinal, não é sempre que podemos acompanhar nossos personagens em um momento de conquista e felicidade como esse. Porém, a coisa não parou por aqui, este evento seria – em tese – o primeiro casamento gay a ser ilustrado nas páginas dos quadrinhos de super-heróis.

Como era de se esperar, a notícia repercutiu e inflamou algumas opiniões. Não pude deixar de observar o artigo “A derrota dos super-heróis – Ou porque não precisamos de heróis gays” no blog “Caixa de Gibis”, da autoria de Mauro Tavares. (Nota do editor: Não vamos dar um link pro cara, pois não queremos ser vinculados a ele de jeito nenhum.)

Tavares é, quando muito, um peixe pequeno e irritante em meio a um mar de opiniões fortes e inteligentes, mas sua posição política reflete um raciocínio maldoso, digno de uma retórica medieval, fascista e homofóbica. Em seu texto, a nostalgia é sinônimo de resgate de uma moral caduca, que teima em persistir em um mundo onde não existe razão para ela.

Considero este post uma resposta a alguns pensamentos dúbios e (de)articulados que visam persuadir – e confundir – o leitor sobre a questão. Ao longo do texto, faço minha a análise do que disse Tavares.

Em “Qual foi a reação da mídia”, o autor menospreza a representação dos homossexuais nos meios de entretenimento reafirmando a condição dos mesmos como “minoria”. Por isso, não devem ser retratados em histórias de super-heróis, gênero que de acordo com ele é descompromissado com a realidade.

De forma maliciosa, o autor argumenta que “‘comparar gays a negros é uma ofensa ao movimento dos direitos civis americanos e a Martin Luther King, que era cristão, e mesmo uma ofensa a muitos negros, que são cristãos“. Vale lembrar que foi durante a fase de Dennis O’Neil na genial HQ “Lanterna Verde/Arqueiro Verde” que os quadrinhos terminaram com a cumplicidade do silêncio e se desenvolveram em mecanismos de denúncia e integração através de suas histórias. Retratando principalmente a condição precária de gays, indígenas, usuários de drogas e mulheres na malha social norte-americana.

Com o desenvolvimento do artigo, o autor apresenta dificuldade em aplicar uma justificativa racional para o porque o gênero super-heróico nos quadrinhos não precisar de representantes homossexuais. Tavares alega que o zeitgeist de épocas como a Era de Ouro na 2ª Guerra Mundial foi um “processo espontâneo” ao invés de uma jogada de “marketing primitiva”, no qual ele classifica a postura da Marvel Comics.

Como era de se esperar em “Quais os motivos dessa apelação?“, o autor acusa o mítico “declínio de vendas” (que estranhamente, em outros artigos, ele dissertou sobre o contrário), acusando a desconstrução obcecada do gênero super-heróico como o principal responsável. Para ele, os super-heróis de hoje não persistem em nosso imaginário como “figuras idealizadas”.

A desconstrução dos super-heróis serviu, antes de mais nada, para humanizá-los perante duas gerações de leitores, atribuir características empáticas para pessoas que – supostamente – representam o ideal moral de nossa sociedade. Era necessário aproximá-los da realidade dos leitores e do cotidiano, desconstruir para discutir a humanidade de suas personagens, nesse caso, foi uma atitude saudável.

De forma capciosa, no texto é dito que para reverter as vendas em declínio, os autores buscam revitalizar personagens de “quinta categoria” seja com reconstruções ou histórias dotadas de caráter polêmico, se referindo obviamente ao casamento de Estrela Polar e Kyle. Para alguém que se diz versado nas fundações da indústria de quadrinhos, ele ignora o contexto do super-herói maliciosamente.

Há uma década, a editora tem explorado a sexualidade do personagem nas páginas de X-Men. Vale lembrar que em 2002, embora ainda adotasse uma postura relutante, Estrela Polar foi um dos primeiros personagens a “sair do armário”.

Ao longo dos anos, “X-Men” se desenvolveu como uma revista que tem alegorias sobre o debate de minorias. Os mutantes que protagonizam a revista são – em tese – uma minoria e até ameaças de extinção já sofreram. Sendo assim, a escolha da Marvel Comics de casar um mutante gay é ainda mais pertinente.

Claro que em “quais são as consequências?” o autor discute os efeitos e influências supostamente nocivos da mais nova “jogada de marketing” da Marvel Comics. Mesmo se anteriormente tivesse menosprezado tanto a repercussão do evento como o significado dele.

A principal alegação é a influência deste tipo material sob o público infantil. Demagogo e novamente ignorando o demográfico e a faixa etária dos leitores de revistas em quadrinhos, Tavares aplica a velha retórica de que o público infantil é vulnerável e influenciável a modelos de comportamento.

Estranho perceber que Mauro Tavares, sendo um homem de posição política “conservadora” esqueceu do papel da família na educação infantil. Afinal, se você não quer que seu filho, tenha acesso a um tipo de material, porque a criança estaria vulnerável? Nessas horas é bom recordar o incisivo humor do norte-americano Louis CK sobre a questão.

O autor, obviamente sem propriedade intelectual para discutir psicopedagogia, adota uma postura pseudocientífica para explicar os supostos “males” da homossexualidade na formação da identidade social de um adolescente. Ele afirma que ser “influenciado” por um bem cultural define, necessariamente, um problema de caráter e não uma necessidade empática.

Existe um parágrafo que merece a atenção, que contradiz o propósito do próprio texto, quando o autor articula que ” Super-heróis não são representantes de minorias políticas ou classes, eles são representações da superação individual em uma sociedade livre em que o homem é capaz de lutar pela liberdade, pelo bem e pela felicidade.” Vale o questionamento de onde veio isto, afinal a própria questão da “superação individual” não condiz com a noção de “histórias descompromissadas com a realidade” retratando indivíduos com super poderes.

Para o leitor, fica aqui meu questionamento: não seria a representação de minorias e classes sociais desfavorecidas uma luta movida por ideais como liberdade, bondade e felicidade? Uma superação não apenas individual, mas também no âmbito coletivo e público?

Claro que o argumento do autor apresenta sinais graves de decadência, caindo na proposição infantil que nós não precisamos gostar de personagens que sejam etnicamente, socialmente ou sexualmente parecidos conosco. Afinal, como ele mesmo diz: ” E o montão de gente que adora Batman sem ser um bilionário enlouquecido pela morte dos pais?” entre tantas outras bizarrices.

É interessante perceber o que foi ignorado nessa questão: se a DC inventou um panteão quase olimpiano de personalidades, foi em nomes como Stan Lee e Jack Kirby que criou-se a noção de “heróis com problemas”. Muito antes do fenômeno da desconstrução dos super-heróis.

Usaremos como exemplo o Peter Parker, que para todos os efeitos leva a vida de um adolescente comum. Mora com a tia e intercala sua vida de vigilante com problemas como estudo, desemprego e até mesmo sua inaptidão para relacionar-se com garotas (e aparentemente, a heteronormatividade não é um tabu para ninguém). Não é toa que a construção desse e tantos outros personagens recorriam a essa característica, afinal, compartilhar problemas significa superá-los.

O show de horror e malícia continua em ” Por que tudo isso é uma farsa?” alegando que o casamento gay é o último de uma série de manobras que o autor considera “apelativas” e diminui a condição do quadrinho como arte (e forma de mídia, como cinema, música, literatura e etc). Tornando-o um produto de baixa qualidade.

Não levando em conta que o autor afirmou justamente o contrário em ocasiões passadas, alegando que “quadrinhos são apenas um meio de entretenimento”. O propósito da arte não se reduz a uma suposta erudição, mas sim em seu caráter social e principalmente denunciatório. A afirmação de Mauro Tavares seria o mesmo que condenar “Guernica” de Pablo Picasso ou ” Os Fuzilamentos do 3 de Maio de 1808″ de Francisco Goya por serem obras de conteúdo explícito e propósito social.

Ele ainda argumenta a questão do conservadorismo como postura política e moral, alegando que a representação de gays em meios de comunicação e narrativas de entretenimento não é necessariamente um reflexo de evolução cívica. Nas próprias palavras do autor: “Muitas grandes sociedades entraram em decadência quando seus valores primais foram desprezados e substituídos por novos. O conservadorismo não visa impedir o avanço das mudanças, mas selecionar quais mudanças devem ser feitas e como devemos executá-las. Muitas mudanças não são positivas e não devemos propagandeá-las em gibis“.

Ou seja, é uma postura excludente e até mesmo de caráter elitista. Que valores ditos como “primais” (sic) são esses? E quem deve capitanear tais mudanças? Mauro Tavares e uma dúzia de pessoas? Como isso é feito? Quem é responsável por essa tarefa? Em uma sociedade democrática nunca devemos ignorar valores como o debate e a liberdade de expressão, principal garantia que até mesmo afirmações atrozes como a dele possam ser publicadas e discutidas abertamente.

E sim, Mauro Tavares, como faz falta um Jack Kirby! O nova-iorquino veterano de guerra que concebeu as histórias em quadrinhos como conhecemos hoje em dia, aquela arte marginal, célere e colorida, uma verdadeira manifestação artística contra a grandeza enfadonha dos ideais nazifascistas que você tanto preza em segredo.

Em sua conclusão, você tenta articular que os super-heróis são símbolos de uma política conservadora em que eles “…atuam pra manter os valores da sociedade atual, não para transformá-los. Eles não querem destruir ou modificar ou se adaptar as mudanças no “sistema”, eles fazem parte da manutenção dele“. Embora você não tenha como comprovar a veracidade desse informação, quase um século de histórias afirmam justamente o contrário.

Heróis representam sim ideais, eles são forças motrizes com a capacidade de alertar as suas audiências sobre a morosidade daqueles que julgam estar nos alicerces da sociedade. Super-heróis nunca tiveram seu conceito enraizado na força conservadora, mas sim o contrário. A superação individual é uma negação do conformismo e cumplicidade que o seu tipo de sociedade idealizada prega.

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58 Responses to Nota de repúdio ao blog “Caixa de Gibis” e seu post “A derrota dos super-heróis – Ou porque não precisamos de heróis gays”

  1. Liber disse:

    Olá. Concordo com tudo o que você escreveu e partilho de suas opiniões. Não li o texto original de Tavares e não pretendo ler, porque já tinha lido outros e todos eles me deixaram com uma impressão muito ruim: como pode alguém defender preconceitos e ideias tão hostis e ultrapassadas? 

    O que fico pensando é o seguinte: se Tavares é “um peixe pequeno e irritante”, quando rebatemos seus argumentos toscos não acabamos ajudando a divulgá-los? Será que a melhor opção não seria ignorá-lo completamente, nem sequer citar o seu nome e escrever textos discutindo e desarmando justamente e apenas os argumentos preconceituosos?

    Penso que existe ainda muito preconceito e ódio em diversos discursos. São verdadeiros absurdos que não só irritam como também ofendem pela sua truculência e falácia. Mas acredito que devemos manter a lucidez e desarmar os argumentos preconceituosos com tranquilidade. 

    Gostei muito de seu texto e concordo com seus pontos de vista, mas penso que devemos discutir e desarmar os argumentos do preconceito. Quanto a seus autores, acredito que precisamos ignorá-los piamente. Não se pode dar atenção para os Mauros da vida, por que é exatamente isso que eles querem.

    • Roberto disse:

      Oi Liber,

      A questão é pra mim é mais delicada, quando ignoramos este tipo de material falacioso e chauvinista, o que será que realmente fazemos? Não gosto de ignorar e permanecer em silêncio, assim o debate é evadido e o cara consegue maior projeção de suas idéias insalubres, isso me preocupa.

      O autor da atrocidade não merece relevância, mas ainda assim advertimos aos leitores e parceiros da blogesfera que este tipo de material tem sido vinculado. 

      Conversando com o Raphael Fernandes, o editor do Contraversão, comentei que pouco me importo se é um personagem de gibi ou cinema, mas sim o pretexto que as pessoas usam para vincular preconceitos e discursos de ódio.

      Casamentos, Mortes e Reboots acontecem todo tempo nas HQs, então não devem ser encarados com tanta seriedade, mas esse tipo de discurso nocivo permanece. 

      Essas pessoas precisam entender que embora impunes de seus preconceitos e hostilidades, elas ainda são vulneráveis no campo do debate e foi justamente o que eu quis fazer, tornar público e debater.

      • Rodrigo Emanoel Fernandes disse:

        Quando me dei conta de quem era o autor do tal post minha primeira reação foi pensar “Mas só podia ser mesmo”. É mais do que um peixe pequeno e irritante… é uma figura que já virou piada a bastante tempo, ao menos entre a galera com um mínimo de senso. Fazia tempo que não ouvia falar da criatura.
        Entendo o raciocínio do Liber, portanto, mas concordo com você. Ao responder àquela cretinice (da melhor forma possível, criando-se outro artigo com argumentos sólidos) ajuda o debate a continuar andando e ainda fornece mais alguns parâmetros para nós, nerds, refletirmos a respeito dos vícios, preconceitos e reacionarismos que, na verdade, sempre fizeram parte do mundo geek. Essas tendências e posturas estão lá e ignorá-las não nos ajuda a supera-las.

        Valeu, meu caro… a Marvel e a DC podem até ter feito isso apenas como jogada de marketing, que seja, mas se eles vem o casamento gay agora como algo que pode ajuda-los a vender mais, então o mundo está mesmo mudando e isso (pra quem não está amarrado aos próprios preconceitos) é estimulante. ;)

        • Liber disse:

          Olá, Roberto

          A postura de ignorar o autor das agressões é minha decisão pessoal. Acho que creditar a autoria ao Mauro é dar a ele uma importância que ele não merece. 

          Mas, fiquei pensando e acho também que, se o Mauro escreve e põe as ideias e opiniões dele ao alcance do público, também é mais do que justo que você o cite e contra-argumente.

          Minha postura pessoal é ignorar o autor e não lhe dar atenção, mas concordo com o que você escreveu: é necessário responsabilizá-lo, citá-lo e apontar todo o discurso nocivo. 

          Embora eu prefira ignorá-lo, entendo e concordo com a sua posição de expô-lo. Mais uma vez, parabéns pelo texto.

  2. Sem palavras Roberto. Li o “artigo” do dito cujo e achei um absurdo. Seu texto simplesmente ficou genial. Parabéns.

  3. Marcela disse:

    Também acho desnecessário. Tudo isso é apenas para criar polêmica e vender mais. Visto que os quadrinhos estão em decadência. E antes de falar que sou homofóbico, visto que pra qualquer besteira, acusam as pessoas de homofóbicas… Sou gay também. E achei que vosso texto está com cara de dorzinha na ferida.

  4. Não li o artigo mencionado e pelo que  você passa nem vou perder meu tempo. Bem, bela citação da fase do Arqueiro/Lanterna verde do O’Neil. Se naquela época falassem que um daqueles personagens eram gays soaria muito mais natural pra mim do que essa jogada de publicidade. Ao meu ver é meio que a DC fez isso pra não ficar atrás da Marvel. De todo modo acredito que seja algo bom pra sociedade, tem que extinguir esses preconceitos mesmo, se o quadrinho for um veículo que posso ajudar concordo.

    Mas tem tanta gente em cargo alto na DC/Warner sem merecimento :/

    • Hailey disse:

      O artigo dele é bem a visão asséptica da sociedade que ele quer né, não vamos representar essas pessoas nas produções culturais pq eu estou dizendo que não, pq elas não ‘merecem’. É claro que existe homofobia, pq do que ele tem medo? de uma história que representa gays enquanto outros 546545465 titulos continuam heteronormativos?. É só uma ‘minoria’ conquistar qualquer mínimo espaço que já vem os reaças chiar. Mentalidade asséptica, para limpar a sociedade daquel@s que eu odeio e não quero ver na minha frente. Os gays? joguem-nos nos guetos e nos clubes a margem da cidade e da sociedade mas que não ousem aparecer na minha frente ou se emancipar… rs. Até parece que o mundo é feito de homens cis heteros brancos. 

  5. Tavares Fake disse:

    Sou tão, mas tão subversivo, quue dei a volta e virei reacionário.

  6. Paulo Fernandes disse:

    Conservadores nojentos. Tentando de todas as formas sustentar sua moral há muito decadente. “Honrar a família”? Ah! Isso soa como “tenho medo dos livres pensadores, por favor, escravize, menospreze, elimine-os em nome da boa moral cristã.” Balela elitista… 

  7. flavio disse:

    Quero saber quantas pessoas vão continuar a usar uma camiseta do lanterna depois dessa. Se a quantidade não mudar eu acreditei que todos aceitaram isso…

  8. Fernando Longatti disse:

    Se vc falar que não apoia o homossexualismo vc é homofóbico? Não aprovar não é não respeitar. Cada um faz o que quer com a sua vida. Mas vamos para com tanto blá blá blá. Enquanto tão dando trela pra um assunto tão fútil o prefeito de São Paulo gilberto kassab, ao invéz de criar empregos em sua cidade ele está preocupado se ela está bonitinha, se todas as fachadas estão padronizadas, quer as calçadas livres para que a burguesia possa transitar sem esbarra em barracas de camelôs. Um cara que revoga licenças concedidas pela própria prefeitura é um sem noção para não usar outras palavras. Resolver o problema do metrô que não suporta mais gente, não é prioridade, prioridade pra ele é deixar a cidade limpa… pra que? Para os mendigos terem um lugar mais limpo para ficar? Para que os desempregados possam andar livremente pelas calçadas a procura de algum dinheiro. Pelo amor de Deus, se é que ele existe, quando as pessoas vão realmente se preocupar com o que realmente importa?

    • Alessio Esteves disse:

       Discutir um problema não exclui a discussão de outros. Falamos de política diversas vezes aqui e já discutimos diversas questões envolvendo o Kassab.

      É fácil falar que não há preconceito quando você não é a parte ofendida.

      É fácil achar esta discussão fútil quando você pode andar por aí com sua namorada sem as pessoas te olharem feio e sem risco de apanhar.

      E, na boa, se você PRECISA falar que não é homofóbico… bem, tudo indica que você é.

    • Em Quadrinho disse:

      Grande verdade, inclusive São Paulo vive uma ditadura do Kassab, as únicas coisas permitidas são parada gay e virada cultural, pão e circo pro povão.

      Não é a toa que Kassab tentou fazer aliança com o PT, tem tudo a ver.

    • Roberto disse:

      Vale lembrar que faz parte da política higienista da gestão Kassab procurar meios LEGAIS para sabotar de forma permanente a cultura GLBT em São Paulo, vide a forma como ele sistematicamente tem suprimido a vida noturna da cidade, uma coisa tá ligada a outra.

      e sim, se você não apoia o homossexualismo você é homofóbico, ou você teria um argumento lógico pra justificar isso?

  9. Raf Domingos disse:

    Dá uma saudade daquele tempo que a gente lia gibi e se não gostasse dizia:- não gostei.E ponto.

  10. Tomanoteucu disse:

    roberto maia, se você não cita o texto do seu adversário, a sua opinião é totalmente irrelevante. você não só não cita diretamente como se recusa a linkar o blog d utro. assim fica difícil para um leitor independente comparar as argumentações e decidir com quem concordar. 

  11. Alegidia disse:

    eu estou encantada com o que esse rapaz escreveu. E eu posso dizer: eu vivi num momento
    histórico onde os horrores do preconceito são denunciados… Tô feliz:D
    fã de hqs desde pequena, principalmente
    de heróis..tá li monica e tio patinhas tb, mas cresci lendo sobre heróis
    e tenho cá pra mim que eles me influenciaram positivamente na escolha
    de qual lado lutar, como dizia um amigo meu eu sou a Alê das minorias e é
    por elas que levanto bandeiras… estou do lado do BEM… e com muita
    tranquilidade, meus filhos, agora mais que nunca, poderão ler hqs 

  12. Alegidia disse:

    oops eu tb coloquei toalha nas costas e não virei homossexual, eu acompanhei a mulher maravilha e em nem UM momento passei a usar aquela fralda que ela usava… ser gay não é uma escolha, é algo que nasce com a pessoa, não é doença pra ser adquirida e contaminar…

  13. Gabriel Lez disse:

    Isso é o que acontece quando alguém (o Tavares, no caso) perde o bonde da História e fica preso em uma estação do século XIX. HQs de super-heróis, assim como toda HQ, podem tratar sobre qualquer tema concebível, e é saudável que haja diversidade de temáticas e de públicos. O que não dá mesmo é fazer de conta que o mundo não mudou e que a sociedade continua igual, e seguirá eternamente assim. Mudanças sociais não são escolhidas, elas acontecem, emergem de forma espontânea; “mudança social selecionada” é só um apelido simpático para “manutenção de status quo”. Enquanto o Tavares dá uma de versão brasileira do One Million Moms (que, curiosamente, é um grupo que tem bem menos de um milhão de integrantes), esquece que ninguém vai ler uma publicação que não reflete os interesses nem a identidade do público leitor. Os X-Men fizeram (e fazem) sucesso até hoje porque, à sua maneira, funcionam como porta-vozes daqueles que estão à margem da sociedade, e não possuem os meios ou a visibilidade para poderem expressar-se. Isso foi uma tremenda inovação na época em que o grupo foi criado, e não foi surpresa quando, de novo, a Marvel deu um passo adiante e publicou o casamento do Estrela Polar. O fato de haver marketing envolvido não anula o mérito da Casa das Idéias saber acompanhar os tempos e respeitar seus leitores (dentro de certos limites; afinal, eles também publicaram a Saga do Clone e One More Day). Pelo contrário, inseridas dentro de uma lógica capitalista como estão, editoras PRECISAM anunciar e vender seu peixe, ou vão à bancarrota. Não dá pra ser ingênuo, ou cinicamente se fingir de um, como o Tavares. Além do que, a Archie Comics e a DC estão indo pelo mesmo caminho. Isso significa mudança, que é exatamente aquilo que oxigena e revitaliza uma sociedade. Manter supostos “valores primais” (ou devo dizer, primatas?) a todo custo causa estagnação e decadência. E concordo contigo numa coisa, Roberto, não dá pra ouvir, ou ler coisas como essa postagem infeliz do Tavares, e fazer vista grossa; isso é ser omisso e garantir que preconceitos continuem vicejando por aí. No mais, ótimo texto. Peço desculpas pelo tamanho do comentário-texto-tratado, mas eu tinha que dizer.

  14. Em Quadrinho disse:

    Roberto, legal vc escreve o seu texto e dar sua opinião, é pra isso que serve a liberdade de expressão, mesmo que vc seja contra ela. Eu até discutiria e reproduziria no meu blog com uma tréplica…

    Mas não vou levar a sério porque vc esta apenas dando continuidade a sua perseguição doentia  a mim, vc e seu amigo Alessio.

    Pra quem não sabe, vou contar a história.

    Antigamente eu entrava no blog Nerds Somos Nozes, do Felipe Siqueira e gostava de trolar, nunca usei fake. O Felipe respondia e nos tinhamos uns debates, as vezes eu só provocava pra ver o que ele ia falar. Com o tempo fizemos até uma amizade e eu comecei a colaborar com o NSN, tem dois textos meus lá, mas continuava trolando.

    Dai o Felipe fez amizade com esses caras e eles começaram a me perseguir e me ofender. De início não levei a sério, ainda tava no clima da brincadeira. Mas depois eles entraram no perfil de um conhcido meu e roubaram uma foto minha pra me sacanear.

    Então eu comecei a bloquear esses caras e até dezfiz a amizade com o Felipe.

    Dai ele criou aquele Mob Ground que ficou uma porcaria, graças a influencia desses dois. De início eu até ainda trolava lá e eles ficavam me perseguindo. Depois perdeu a graça e eu parei. Nem leio mais os blogs deles. Esse qui eu nem sabia que existia.

    Mas esse Roberto e esse Leosias continuaram me perseguindo. Todo dia eles tuitam alguma coisa pra me ofender, eu nem ligo pra eles, mas eles continuam. Já amecei de processo e els não pararam. Só não fiz isso ainda porque não tenho paciencia pra essas  coisas, detesto polícia, advogados e essas coisas chatas.

    Mas todo dia eles me perseguem, não fiz nada pra essas pessoas, mas elas continuam. Então esse texto aqui é mais uma perseguição da parte deles. É uma pena porque realmente não tenho nada contra essas pessoas, mas acho que elas tem alguma inveja de mim, não sei o que é, ou são infantis e não tem o que fazer. Eles querem algum tipo de atenção.

    Enfim é isso, quem quiser dar atenção a esses caras pode continuar. Mas eu tenho mais o que fazer. Se continurem com isso eu vou ter que vencer minha preguiça e procurar a polícia.

    • Alessio Esteves disse:

      HAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHA!!

    • Roberto disse:

      A diferença entre sua pessoa e os grupos que você insiste em atacar é que eles nunca precisaram fazer papel de vítima. Esse tipo de postura é patética cara…

    • Robson disse:

       “Mas esse Roberto e esse Leosias continuaram me perseguindo. Todo dia
      eles tuitam alguma coisa pra me ofender, eu nem ligo pra eles, mas eles
      continuam. Já amecei de processo e els não pararam. Só não fiz isso
      ainda porque não tenho paciencia pra essas  coisas, detesto polícia,
      advogados e essas coisas chatas.”

      Cara, serio…depois de ler isso fiquei com um pouco de pena.

      Confesso que estava cabreiro com todo esse preconceito barato mas ao ler sua justificativa me bateu uma dó…sei lá…como se estivessemos ligando para os pensamento de um garoto de 7 anos e com serios problemas mentais.

      Serio Mauro, você precisa de tratamento.

  15. Em Quadrinho disse:

     Mas se não me engano, Kassab só se reelegeu graças a uma campanha que Marta bruxa velha fez chamando ele de viado.

    Dai todo mundo caiu no papo de “Marta bruxa velha é homofobica”, resultado, votaram no Kasab, se foderam. Hoje a Marta vem querer ganhar votos se dizendo contra a homofobia. Ou seja, esse é o maior papo furado já inventado, pega gente burra e joga todo mundo na merda. Mas como eu sempre digo, as pessoas estão pensando com a bunda hj.
     no Kassav, resultado, se fuderam,

  16. Marcel disse:

    Apoiado e compartilhado, cara!

  17. Helu disse:

    Adorei seu texto, tanto que não aguentei e fui ler o do cara hahahaha, Nossa… Eu até concordo com ele que é uma jogada de marketing, mas e daí? Tem que ter jogada de marketing mesmo, quadrinho antes de tudo serve para sustentar seus autores e obviamente eles pensam sim no lucro quando vão criar, é um mercado também, que inocência achar que não é hahahahaha… E distinguir arte da realidade? omg, eu ri demais lendo kkkkkkk, o pior são as pessoas comentando lá e louvando o post sem nenhum senso crítico =(….

    Eu sou mulher e adoro quadrinhos desde pirralha, ler mulheres sexys com roupas minúsculas e apertadas se jogando para os super-heróis não me fez achar que isso era o padrão feminino etc, tem limite para uma influência, especialmente em relação a gosto sexual. Esconder de uma criança a diversidade de qualquer comportamento e gosto não a protege, muito pelo contrário só a faz idiota desde cedo por achar que o mundo é preto e branco e que tudo que ela lê deve ser copiado.

    Post compartilhado (L)

  18. Bruno disse:

    Povo animado heim??? kkkkkkkkkk
    Bom, não leio quadrinhos a algum tempo… Mangás têm suprido meu interesse de leitura …
    O engraçado lendo os comentários aqui embaixo foi me lembrar dos posts na meu feed de notícias, sobre o assunto…. 
    Um bando de gente mal resolvida, de mentalidade pseudo-religiosa… nem por Deus…
    Vi um comentário de um amigo de um contato, que ele perguntava oque vou fazer com minha camiseta do Lanterna Verde???… Por favor… Manda pra Campanha do Agasalho 2012…  Possivelmente quem ganhar a camiseta, não vai nem saber que o Lanterna casou e vai usar, pois provavelmente, a pessoa não têm o nivel de cultura que esse cretino que fez o comentário têm… Ou que acha que têm….
    E quando posto umas imagem de super herois se catando, nossa dai a coisa ferve…kkkkkkk

    Bom, sobre Homofóbia… isso já é mais complicado, pois identicar respeito ou meramente fazer de conta, ou melhor dizendo fazer vista grossa é algo para mais discussão… Respeito advêm de algo maior, que poucas pessoas realmente possuem… a maioria faz vista grossa…
    e isso é perceptivel de uma forma tão sutil que vocês nem imaginam….Só quem está na pele realmente sabe…….Como diz o ditado, os peixes devem ser pescados… ops ditado errado kkkkkk… O peixe morre pela boca… as pessoas também… é triste ver, neguinho dizer, a num tenho nada contra e tals… e as atitudes mostram outra coisa…

    As pessoas não gostam de ver o espelho manchado, ou mesmo torto… isso remete a medo…É a chamada zona de conforto. 
    Nesse caso dos quadrinhos, têm muito homem peludo por ai, com a mentalidade “formada”, que as vezes nem é preconceituoso, mas não gosta de ter a área de conforto ameaçada, de se imaginar na cena do quadrinho em questão e se sentir incomodado… Essa é a verdade.
    Tirando as questões de Marketing com vocês mesmo falam nos textos, o restante é uma replica da realidade, seja ficcional ou não. O fato do personagem ter saido do armário, não vai mudar o fato dele ainda ser o super herói… Pode acontecer do nome do héroi mudar para Lanterna ALokka… Estrela Polar… prefiro não comentar kkkkkkkkkkkk…. E só volto a ler Batman, quando ele sair do Bat-armário …E vc que é roteirista da Marvel ou DC que estiver lendo isso, favor colocar cenas mais picantes nas Hqs, Fan-service ajuda nas vendas que vocês nem imaginam kkkkkkk…
    Mas para grande maioria, isso é algo que vai além da compreenção, da pseudo-realidade que elas conhecem, dai o cara vai lá lê o dito cujo quadrinho, sente uma coceirinha no briocó, fica fulo… EU SOU MACHO…Aham…¬¬º ….Era kkkkkkkkkkk

    E para foder de vez alguns com acesso a informação, que poderia fazer algo de útil realmente, se dão ao trabalho de dizer algumas idiotices do tempo que se amarava cachorro com lingüíça… [ Sim trema na Lingüíça kkkkkk ]…

    Evolution….

    Roberto Maia têm uma cara de Safado, né não Aléssio ??? kkkkkkkk

    Burning, Burning kkkkkkk

  19. Thiagofariamelo disse:

     Excelente Critica, nem cheguei a ter acesso ao texto refutado mas peloq ue voce mostrou não difere em nada da reação de muita gente a noticia. Confesso que estou um pouco desanimado com o pessoal de quadrinhos, a reação está beirando a paranoia e eu que achei que seriam mais abertos a essas tematicas…. parece que não. No facebook vc ve milhares de frases de efeitocomo ROUBARAM MINHA INFANCIA em grupos nerds reagindo ao fato do personagem lanterna verde allan scott ter se assumido.O engraçado é que a maioria nunca sequer leu esse lanterna verde. Triste é ver gente que sofre diariamente o preconceito o reproduzindo, falta de amor proprio, gente gay dizendo que isso é forçar a barra. LAMENTAVEL.

  20. Flávia disse:

    um quadrinho bem ilustrativo de como nerdice e consrvadorismo sempre andaram de mãos dadas 
    http://4.bp.blogspot.com/-mAUlNpwk4lM/T8OKeNMv71I/AAAAAAAABWc/vKt8zGyjEg4/s1600/planeta_de_pelucia_m.jpg

  21. Pedro Cobiaco disse:

    Roberto, cara, em primeiro lugar: belo texto.
    Em segundo, uma dica que eu aprendi sozinho depois
    de umas três discussões com o babaca do Mauro:
    Não vale a pena. O cara é o tipo de loser que não tem vocação
    pra criar, então dedica o tempo dele a falar merda de quem sabe
    fazer algo.
    O típico cara com problema de auto-estima, que devido a falta de criatividade,
    se alimenta da criação de polêmica.
    Tem muita coisa boa graças a internet, mas também tem esse tipo coisa.
    Mas a velha regra ainda vale: Jogue lixo no lixo.
    É só saber separar o que ver e o que nem dar atenção.

    Abraçón,

    Pedro C.

  22. Pedro Cobiaco disse:

    Aliás, reclamar que o personagem gay é só pra chamar
    a atenção e fazer marketing?
    Velho, tu tá lendo uma hq estrelada por caras bombados e mulheres
    gostosas de roupas colant, todos com poderes anormais.
    Tudo  é feito de forma a chamar a atenção, porra.

  23. Cococo disse:

    Sou contra, e podem me chamar do que quiserem, mas acho que esse tipo de coisa não deveria existir no mundo!

  24. Mauriccio Paz disse:

    Parabéns pela resposta a homofobia do “caixa de gibis”!! exemplos como o teu me fazem seguir lendo gibis e acreditando que eles ajudam na formação do carater das pessoas.

  25. Pcsantos disse:

    Gozado, nunca ouvi falar desse Mauro Tavares, mas o discurso dele é idêntico a de uns caras que só sabem usar Orkut, Fotolog e Geocities. Um dos gurus deles criou até um personagem chamado “Reacionário” ou algo do gênero. Entre as pérolas dessa cambada, tem-se a alegação que a Panini é comunista, “por publicar material de quadrinistas de esquerda e liberais da Marvel e da DC, esquecendo-se dos clássicos de autores direitistas”. Reclamavam principalmente de Alan Moore, “maconheiro sem talento, que arruinou o gênero dos super-heróis por suas posturas comunistas e histórias viajadas no ácido”.

  26. Arzach disse:

    cara estou com você,esse tal de tavares é um verdadeiro nazista,não aprendeu nada com os quadrinhos

  27. Linck disse:

    Roberto, gostei de sua iniciativa. Lá no Quadrinhos na Sarjeta também foi comentado. Gostaria MUITO que lessem esse texto (e se manifestassem, caso queiram). Fala dessa recente polêmica sobre super-heróis gays, mas fala também de sociedade, cultura, conservadorismo e outros mecanismos tão milenares… Abraço!

    http://quadrinhosnasarjeta.blogspot.com/2012/06/super-herois-ideais-e-homossexualidade.html

    • Roberto disse:

      Ao contrário do que conservadores e reacionários tentam argumentar, períodos históricos onde a liberdade sexual (e entre elas, a homossexualidade) foi tolerada provaram ser épocas ricas em desenvolvimento cultural e científico. Tivemos o período clássico na Grécia, além da Era Showa no Japão e até mesmo a Renascença na Europa. 
      Quando alguém alega que super-heróis são representantes do status quo da sociedade, isso é devido a própria natureza do personagem como integrante de um bem de consumo, isso não significa que eles sejam contrário as mudanças, mas que existe uma incapacidade de interagir com o mundo real.
      Para contornar isso temos o interesse editorial e criativo das equipes envolvidas, como na década de setenta as HQs quebraram o silêncio, a mera resposta mercadológica da DC Comics para o evento da Marvel representa que existe interesse e receptividade a novas ideias no mercado editorial, isso não é apenas uma “jogada de marketing” como tantos existem em demonizar.
      É um timing propício onde principalmente na política norte-americana lados se extremam e passam a debater a questão, os quadrinhos como meios de comunicação servem para antes de mais nada, informar e educar o leitor, transmitir uma lição de tolerância.
      Mortes, casamentos , sexualidade e reboots, todo leitor de quadrinhos sabe que nada disso é permanente, mas o que importa é o momento que a mensagem deve ser transmitida, e as opiniões infundadas e nocivas que surgem no oportunismo da situação. Lanternas Verdes e X-mens vem e vão, mas discursos de ódio, xenofobia e bairrismo tendem a persistir.
      E na minha opinião, nada como aprender com os super-heróis que nenhum mal passa impune, questão de responsabilidade como leitor e indivíduo.
      Abraços!

      • Linck disse:

        Situaste bem o contexto histórico. Como você deve ter visto lá no Quadrinhos na Sarjeta, procurei armar pelo lado simbólico, no meu entender, o espaço onde essa debate já chegou.

        O assunto já migrou e sabemos disso. Não se trata mais de super-heróis gays ou não, mas sobre como a sociedade entende a homossexualidade.

        Sigamos pensando… e fazendo barulho com a cabeça.

        Abraço.

  28. “Esse mês, a Marvel Comics anunciou o casamento de um dos seus personagens clássicos.(…)”

    Estrela Polar é personagem clássico? Quantas pessoas, que gostem de
    HQs, pra quem você pedir pra listar o máximo de personagens dos X-men
    que ela conheça vai falar o nome dele?
    Se é pra colocar personagens gays, a Marvel podia muito bem ter pego
    algum que fosse no mínimo do segundo escalão, que tivesse mais
    exposição, e não um personagem que só vai aparecer no gibi pra esse
    casamento e depois sumir. Mesma coisa com a DC, quando li que um
    lanterna verde ia ser apresentado como gay, até cheguei a pensar que a
    DC ia realmente ousar, ao contrário da Marvel, mas quando vi que era o
    Alan Scott fiquei decepcionado. Pode até ter um certo valor pegar um
    personagem da era de ouro (esse sim um clássico mesmo), mas hoje ele é
    tão desconhecido pelo público que não dá em nada. Já que não dava pra
    colocar o Hal Jordan, que no filme foi retratado como machão, podiam ter
    pego pelo menos o John Stewart, que por causa do desenho da Liga da
    Justiça ficou mais conhecido, ou o Kyle Rayner. No fim, isso é muito
    mais um grande golpe publicitário do que uma tentativa real de
    humanizar os personagens. Eu fiquei decepcionado, esperava algo maior dessa iniciativa das editoras.

  29. Olá, Roberto. Excelente artigo, parabéns e obrigado por ele =)

    Teu texto, aliás, me aguçou mais ainda a curiosidade pela sociologia/antropologia dos quadrinhos. Vc conhece alguma obra brasileira ou traduzida pro português brasileiro que fale desse assunto?
    Algum livro que aborde os quadrinhos dos pontos de vista sociológico (HQs como forma de questionar a realidade e denunciar problemas) ou mitológicos (HQs como reflexos de uma versão moderna dos milenares mitos e narrativas fantásticas)? Babo pra encontrar esse tipo de tema na literatura brasileira mas, uma pena, nunca encontrei um título que se concentre nele.

    Manda um e-mail pra conscienciablogbr@gmail.com caso vc tenha uma bibliografia, nem que seja um único livro, pra me sugerir, por favor.

    Abração!

  30. Thiago Viana disse:

    Texto preciso. Não há o que retocar =)

  31. Não precisamos de heróis gays.

    Também não precisamos de heróis negros, brancos, asiáticos, indígenas ou kryponianos. Não precisamos de nenhum herói.
    Lemos gibis porque são formas de entretenimento que nos agradam, não modelos a serem seguidos ou livros sagrados. Gosto de pensar que ninguém é obrigado a ler essas histórias

  32. Rapaz, muito bom texto. Como sou extremamente a favor da liberdade de expressão, não vou rotular o texto do Tavares de forma alguma.Tampouco o seu. 

    Li os dois em paralelo e há algumas coisas que devemos levar em consideração – talvez o maior erro cometido no texto que vc comenta seja a afirmação de que existam fenômenos que forma mostrados no quadrinhos de forma “natural”. Isso nunca existiu, os quadrinhos (de super-heróis) foram usados como propaganda ideológica durante a 2ª Guerra Mundial, a Guerra Fria, etc. etc. 

    Sobre a orientação homossexual do Estrela Polar, ela ocorre em meados dos anos 1980, na série escrita por John Byrne. Entretanto, isso causou inúmeros problemas na Marvel, na época devido ao sucesso de Tropa Alfa… Fazer o que, não é mesmo? As pessoas não querem que a ficção reflita (de refelexão não de reflexo) a realidade, mas querem que ela seja realista (basta ler outros textos daqui e do blog Caixa dos Gibis). Na realidade, não há problema algum se a ficção reflita ou não a realidade, o que importa é a forma como se chega a isso.

    A iniciativa da Marvel é extremamente válida, a da DC, desculpem-me, é claramente comercial. Segundo o publisher da DC, “um importante herói da editora vai ‘sair do armário’”. Olha, uma frase “politicamente correta” (algo que sempre esconde uma forte campanha ideológica que pouco serve para qualquer noção de liberdade e igualdade, mas isso é outro papo). Na esteira da iniciativa claramente afirmativa da Marvel, a DC gerou polêmica. Percebe-se (para quem já teve acesso à edição) que isso foi feito no improviso, com diálogos forçados e mostrando algo um tanto estereotipado. 

    Algum dos comentaristas disse que não precisamos de heróis… Achei a frase muito estranha e surpreendente, pois, se não precisamos de heróis (mesmo como válvula de escape da realidade a nossa volta), por que continuamos a investir na narrativa heroica? Saga Crepúsculo, Senhor dos Anéis, Super-Heróis bebem da mesma fonte de tempos imemoriais e que iniciaram com seus heróis tão gays quanto Batman ou Estrela Polar.

    Foi mal pelo imenso comentário, mas continuemos com o debate…

  33. Felipe Arruda disse:

    Caramba, Roberto, que texto ótimo. E muito obrigado por não ter linkado para o artigo original, caso contrário eu estaria agora com uma acidez estomacal insuportável.

  34. TOSCOCOMICS disse:

    Olá, bom…, realmente o cara se excedeu nos comentários, mas também que isso seja natural, visto ao nível de conteúdo e do público que consome esse tipo de material, ou seja, é um público médio conservador de um material que não tem consistência suficiente pra falar de homossexualismo, sem cair no marketing barato. Escrevi sobre isso no meu blog de quadrinhos:
    http://toskcom.blogspot.com.br/2012/06/uma-breve-resenha-sobre-o-que-foi-do.html

  35. Bárbara disse:

    Apoiado, amigo!

  36. gustavo aragão disse:

    não é pq eu lia wolverine que eu saí retalhando quem me cercava, não é pq eu vi the maxx que eu resolvi virar um mendigo. o Tavares na minha opnião quer é uma revista escrita especialmente só pro gosto retrógrado e preconceituoso dele e esquece que existem milhões de outras pessoas que lêem e ao meu ver, tem a cabeça aberta, alias, aberta não, pq aberta é vc aceitar algo fora do normal, tem a cabeça livre de preconceitos mesquinhos e não dão a minima pra qual heroi está com quem.

  37. Wesley disse:

    Roberto Maia

    Seu texto é ótimo. Confesso que fique surpreso por encontrar uma opinião como a sua. Se eu soubesse argumentar como você, eu já teria saído do armário e ido ser feliz de verdade. Nem sei se eu devia estar falando isso aqui, acho que estou fugindo do foco do seu post. Mas é bom saber que posso contar com opiniões como a sua. 

  38. [...] Nota de repúdio ao deserviço prestado por Mauro Tavares O Jogo do Exterminador, de Orson Scott Card Top 10 presentes de Dia dos Namorados para seu nerd gay (do ano passado) [...]

  39. Marc disse:

    Muito bom texto. Fui conferir o referido Caixa de Gibis e é algo meio como o que aconteceria se Bolsonaro fosse leitor de quadrinhos. O cara quer é midia e deveria ser ignorado

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