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Gilbert Shelton lança álbum de uma banda ruim de matar

em abril 23 | em HQs | por | com No Comments

Os quadrinhos foram completamente revolucionados com o movimento underground comix norte-americano nos anos 60 e 70, tendo como destaque figuras como Robert Crumb, Spain Rodriguez, Bill Griffith e S. Clay Wilson. Dentre todas essas figuras geniais, talvez o mais simpático entre eles seja Gilbert Shelton, que ficou famoso pelo trio de doidões hippongas da HQ “Freak Brothers” (Conrad).

No entanto, este ano, fomos surpreendidos pela editora Conrad que acaba de lançar o álbum “Quite Not Dead – O Último Show”, que não é estrelado pelos Freak Brothers. A versão original foi lançada pelo quadrinhista setentão em 2010 e é a sétima parte de uma série de aventuras da banda Quite Not Dead, que nunca ficou conhecida por sua música, mas pela reação das pessoas durante seus shows: raiva, nojo, asco e tédio.

Se depender dessa HQ, o bom e velho Gilbert Shelton parece estar em forma! Seu roteiro intrincado e cheio de boas sacadas de humor lembrou a sagacidade de um Carl Barks (o homem que fez as melhores HQs dos patos da Disney, se bobear de todas as HQs da editora), que adora segurar a adrenalina do leitor até a última página. A diversão está garantida para qualquer pessoa que goste de uma boa história em quadrinhos para ler sentado no sofá enquanto ouve seus discos favoritos.

A trama satiriza o fundamentalismo religioso e o terrorismo colocando a banda menos conhecida do mundo (e seu Cadillac) para fazer um show em Shnagrlig (ex-Shangri-la), uma inóspita nação dominada pelo fanatismo. Além das muitas alfinetadas ao governo dos Estados Unidos, o álbum está carregado do mais delicioso e venenoso humor ácido, que é intercalado por perseguições alucinadas, sacadas de mestre e uma narrativa invejável.

Ler um álbum como esse é ser jogado de mala e cuia nos anos sessenta! As páginas são rapidamente devoradas e terminar de ler dá aquela triste sensação de “eu queria mais”. Foi como resgatar aquela sensação única que qualquer adolescente sente após ver pela primeira vez o filme “Blues Brothers”.

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