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Diablo 3 – O mal reencarna

em maio 14 | em Games | por | com 4 Comments

Há doze anos atrás, um jogo de computador mudaria de forma definitiva a experiência de se jogar online, se hoje conversamos sobre o crescimento e a complexidade dos jogos que vieram a ser conhecidos como MMOs (massive multiplayers online), isso se deve em partes pelo sucesso comercial atingido pela Blizzard com seu “Diablo 2″.

Em uma época onde as principais players do mercado de videogame lançam suas franquias chaves com uma periodicidade quase anual, a Blizzard Entertainment aposta em uma direção contrária, investindo todas suas fichas na otimização da qualidade de seus produtos, proporcionando assim experiências mais duradouras para seu público.

Quando é anunciado na mídia especializada que a empresa está desenvolvendo um jogo novo, este tipo de notícia é acompanhada por uma grande expectativa, afinal, ao longo dos anos, os jogos da empresa se tornaram sinônimos de qualidade e diversão.

No caso de “Diablo 3″, lançado nessa semana, a expectativa é ainda maior, se foi com seu antecessor que a Blizzard conseguiu acumular a experiência necessária para desenvolver um dos melhores serviços onlines conhecidos no mercado, o Battlenet, desta vez boa parte do público se encontra ansioso, aguardando o próximo passo da empresa no mercado de MMOs.

O mal reencarna e Diablo volta de forma triunfal ao universo dos videogames, com nova engine gráfica e mecânicas de jogo, mas ainda sim permanecendo fiel aos conceitos que consagraram a franquia ao longo de anos.

Novamente o jogador retorna a Sanctuary, um mundo medieval fantástico constantemente assolado pelas forças malignas de Diablo. Vinte anos após a derrota do vilão homônimo, a queda de um meteoro no antigo vilarejo de Tristam desperta a atenção de profecias sobre o retorno do mal e o fim do mundo.

“Diablo 3″ mantém a perspectiva da visão isométrica, mas abandona de vez os cenários pré-renderizados, introduzindo uma nova engine gráfica com ambientes tridimensionais ricos em detalhes como iluminação, sombras, profundidade e distância.

Para combater o retorno das forças das trevas, o jogador deve escolher entre cinco classes de personagens: Demon Hunter, Wizard, Barbarian, Witch Doctor e Monk, e é neste aspecto que a jogabilidade de Diablo 3 realmente brilha.

Construir um bom personagem e saber distribuir bem os pontos de atributos e habilidades era considerado vital em “Diablo 2″, em sua sequência, a lógica das builds ainda existe, mas de forma diferente.

É interessante perceber como os desenvolvedores de Diablo 3 aprenderam bastante neste aspecto, todas as classes apresentam melhorias ou até mesmo mecânicas reminiscentes de outros jogos da empresa, como “World of Warcraft”, proporcionando não apenas um equilíbrio sadio entre elas, mas também uma experiência única de jogo.

Jogadores mais antigos provavelmente vão estranhar e até mesmo julgar pouco arbitrária as mecânicas de progressão das classes, os atributos dessa vez evoluem de forma pré-determinada pela classe e as habilidades são abertas a cada nível, intercalando entre as diversas tree skills do personagem.

Por outro lado, o jogo dessa vez aposta na customização das próprias habilidades, onde o jogador destrava “runas” que alteram os efeitos e propriedades de um poder em específico, adequando-se melhor ao estilo de jogo do jogador.

Quem quiser saber mais sobre as habilidades e runas específicas de cada classe, o site oficial do jogo disponibiliza um sistema de calculadora, onde você pode montar a configuração ideal do seu personagem.

Também está de volta um modo conhecido como “Hardcore”, neste modo cada personagem criado pelo jogador tem apenas uma única vida, ou seja, como a própria descrição diz, caso o personagem morra em jogo, este evento é considerado definitivo, sem que existam oportunidades para ressurreição.

Uma das grandes mudanças implementadas no multiplayer de “Diablo 3″ é a “Action House”, onde os jogadores disponibilizam a venda itens raros encontrados durante suas partidas.

Embora os fãs da Blizzard estejam familiarizados com esse conceito em World of Warcraft, aqui a Blizzard introduz a oportunidade de realizar trocas utilizando dinheiro real, criando assim a base para uma economia ativa nos servidores do jogo.

Outra novidade é que “Diablo 3″ é o primeiro produto da Blizzard a introduzir o serviço de Battletag, uma nova forma de identificação que integra todas as funções da Battlenet, como fóruns, SAC e até mesmo outros jogos, vale lembrar que para poder utilizar Diablo 3 é necessário que você tenha criado uma Battletag para sua conta.

“Diablo 3″ é um dos jogos mais esperados da história, acumulando mais de U$4.53 bilhões apenas em seu período de pré-venda, quebrando o recorde de vendas de diversas redes famosas no mercado, como a própria Amazon.

Para aqueles que já compraram “Diablo 3″, nos vemos no jogo ainda essa semana, combinado?

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  • Tavares

    tem um pequeno typo: é Auction House, e não Action House

    • http://twitter.com/synthzoid Roberto

      Já corrigi, muito obrigado! 

  • http://profiles.google.com/levi.deluca Rafael Levi

    Ouvi falar que os servidores andam muito prejudicados, cai toda hora e tals…

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