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DEEPWEB #3 – Top 10: Os melhores e os piores webcomics gringos

em agosto 17 | em Arte, HQs, Trash | por | com 8 Comments

O luxo e o lixo dos quadrinhos da internet

Qualquer forma de criação artística é um processo complexo, e com os webcomics (quadrinhos publicados na internet) não é diferente. Os quadrinhos online tem ganhado cada vez mais aceitação entre os profissionais da área, ampliando a divulgação de artistas que, antes, ficariam limitados a um publico regional. Eu também tenho projetos do tipo (autopromoção em 3… 2… 1!) e sei que existem muitos desafios ao lidar com essa linguagem. Abaixo, gostaria de apresentar uma lista com alguns dos cinco melhores, e, como na internet nada é um jardim de rosas, cinco piores webcomics já lançados.

A lista está intercalada, apresentando um dos melhores, seguido por um dos piores, justamente para dar uma ideia da pluralidade das publicações online. Não é uma lista definitiva, e não apresenta quadrinhos nacionais, que serão enfocados em um artigo a parte, pois o Brasil está crescendo cada vez mais neste segmento. É interessante notar que muitos dos trabalhos aqui apresentados utilizarão do dinamismo das tiras, mesmo quando não forem obras de humor.

E, para não dizer que não falei das flores, vamos começar com os melhores, com…

MELHOR WEBCOMIC DE NÚMERO 5 – WULFFMORGENTHALER

O quinto colocado na lista dos melhores é “Wulffmorgenthaler”, também conhecido como Wumo, criação dos dinamarqueses Mikael Wulff e Anders Morgenthaler (sacaram?). Trata-se de pequenas tiras, normalmente desenvolvidas em um único quadro, mostrando algum acontecimento absurdo. A punchline geralmente é apresentada em uma caixa de diálogo abaixo do quadro, na forma de legendas ou frases de efeito.

As piadas vão de temas cotidianos ao humor negro; uma das fases mais lembradas do quadrinho exibia todos os personagens nus, não importando o tipo de situação em que se encontravam. Não é uma tira de quadrinhos tradicional (ao menos não o tempo todo), e muitas de suas entradas beiram o kafkiano, o que, somado a qualidade de sua escrita, já seria motivo suficiente para que seja altamente recomendada.

A tira começou no ano de 2001, quando seus autores se juntaram em um concurso do jornal local Politiken, que ganharam, e passaram a publicar no site da publicação no ano seguinte. Contudo, a tira ganhou o resto do mundo com seu site próprio, o que a classifica genuinamente como webcomic. Felizmente para nós, brasileiros, ao menos dois sites nacionais se dedicam a traduzir essas tiras, pelo que dizemos apenas “obrigado”.

PIOR WEBCOMIC DE NÚMERO 5 – WILD HORSE! THE COMIC

“Wild Horse! The Comic” segue as confusões do personagem título e de seu companheiro de quarto, o homem conhecido como… Man. As histórias não possuem sentido, e dizer que a arte é amadora seria um elogio. Contudo, entre os webcomics colocados na lista dos piores, “Wild Horse!” é o único que possui minha total simpatia.

Primeiramente, porque muitas vezes me peguei rindo de verdade, mesmo que fosse apenas do grau de excentricidade das piadas ruins da tira. Segundo, pois “Wild Horse!” nunca comete o pecado de se levar a sério, ao contrário das entradas posteriores dessa lista.

As tiras são criadas por um artista que assina apenas como… Wild Horse. Em seu site, o autor convida todos a serem também Wild Horses, e agirem com mais liberdade. Antes que o considere um total lunático, saiba que essa ideia maluca tem uma aplicação prática. O artista Wild Horse permite que qualquer um crie suas próprias tiras do personagem Wild Horse, que serão postadas no site sem o menor constrangimento.

Por sua simpatia, e por democratizar sua obra, “Wild Horse! The Comic” ganha o nosso polegar levantado. Não espere comentários positivos das próximas entradas da lista dos piores, porém. As justificativas dos quadrinhos seguintes serão, quando existirem, muito mais nebulosas do que as do velho Cavalo Selvagem.

MELHOR WEBCOMIC DE NÚMERO 4 – FORMAL SWEATPANTS 

Escrito e desenhado por Josh Mecouch, “Formal Sweatpants” (algo como “Calças de moletom formais”) transformou seu criador em uma das mais recentes revelações dos quadrinhos. Tomando como principal referência o humor ácido dos quadrinhos independentes dos anos 60/70, e como vítima principal as contradições de nossa cultura da tecnologia e dos livros de auto ajuda, “Formal Sweatpants” é um dos webcomics mais inteligentes que já li em muito tempo.

Segundo minha pesquisa, os quadrinhos começaram em 2010, e ainda não foram transformados posteriormente em livro, como aconteceu com outras entradas dessa lista. Uma nova tira é publicada toda segunda-feira, e o site não merece apenas ser colocado entre seus favoritos, como também uma tradução em português de algum bem intencionado com tempo livre.

Como Wild Horse (o artista), Mecouch também tem noção da importância em democratizar sua obra, e permite, em uma das seções de seu site, qualquer pessoa envie um desenho de seu mascote, o “Formal Bunny”. Muito bem desenvolvido, e em sintonia com as tendências de seu tempo, “Formal Sweatpants” é um quadrinho online que você precisa conhecer.

PIOR WEBCOMIC DE NÚMERO 4 – BOSTON AND SHAUN

Sem sombra de dúvida a entrada mais bizarra dessa lista, “Boston and Shaun” foi criada por Shaun Reveal em 1999. A tira começou como uma cópia tosca e sem graça de Calvin e Haroldo, contando a história de um menino chamado Shaun e seu dragão imaginário. Com o tempo, porém, o autor escolheu caminhos um tanto questionáveis, transformando sua tira em um quadrinho de fetiche, como poderão observar nas tiras aqui colocadas.

Devem estar achando que enlouqueci, ao conseguir ver algum fetiche em quadrinhos tão inocentes. Mas nunca subestime a internet, meus amigos; saibam que existe hoje um fenômeno chamado “fatting” (engordando), que é a admiração sexual de corpos cujas barrigas estão inchadas de tanto comer. Praticamente todas as tiras de “Boston and Shaun” giram em torno dos personagens comendo até ficarem redondos, e então esfregando maliciosamente suas barrigas. Tudo mostrado através de uma escrita terrível, e uma arte que parece finalizada no Microsoft Paint.

Muitas tiras são apresentadas sem o menor contexto, como na imagem acima, e arcos narrativos são esquecidos ao longo da série sem nunca serem retomados. Boston and Shaun aparentemente terminou em 2009, depois de impressionantes 10 anos, embora novas tiras apareçam de vez em quando em pontos obscuros da internet. O fato de o protagonista, Shaun, poder se transformar também em um dragão, classifica “Boston and Shaun” como um quadrinho furry, mas escreverei mais sobre esse outro fenômeno na próxima entrada da lista. Inofensivo em sua estranheza, “Boston and Shaun” fica com o nosso quarto lugar, pois buracos ainda mais fundos nos esperam mais à frente.

MELHOR WEBCOMIC DE NÚMERO 3- THE ABOMINABLE CHARLES CHRISTOPHER

Agora estamos lidando com os pesos pesados; o próximo quadrinho é criação do artista Karl Kerschl, e venceu o prêmio Eisner da categoria em 2011. A série acompanha a rotina de Charles Christopher, uma fera humana da floresta, e dos animais e dos deuses da natureza que o rodeiam. Charles nunca fala, e conhecemos mais da vida naquele ambiente nas bocas, e nos dramas, dos personagens que ele encontra pelo caminho.

Um webcomic carregado de poesia, maravilhosamente escrito e desenhado. Kerschl ganhou fama desenhando personagens como Superman, ou Flash, mas foi com “The Abominable Charles Christopher” que ele realmente colocou seu nome no mercado como autor. Um dos quadrinhos online mais aclamados de todos os tempos, mistura com perfeição humor e drama, fantasia e crônica, sendo editado como livro ao longo em diversos países.

A tira começou como parte do coletivo “Transmission X comics“, e pode ser encontrada ainda em seu site próprio, que continua recebendo novos capítulos. Algum herói decidiu traduzir as tiras para o português, mas a polícia dos direitos autorais acabou com sua excelente iniciativa, deixando órfãos todos os seus admiradores que não falam inglês. Resta, então, apenas esperar que um dia o Abominável volte ao Brasil, oficialmente ou não.

PIOR WEBCOMIC DE NÚMERO 3 – CONCESSION

Antes de escrever sobre Concession, preciso dizer algumas palavras sobre a cultura furry. Seus praticantes são pessoas que se identificam de modo muito próximo com os animais, incorporando isso em sua identidade. É muito comum encontrá-los criando avatares zoomórficos, e muitos, embora não todos, trazem essa preferência para sua vida sexual, através de jogos, completamente não-zoófilos, no qual fingem ser animais, ou híbridos.

Como adepto do “cada um no seu quadrado em relação à própria sexualidade, desde que seja consensual”, não tenho nada contra os furries. Por algum motivo estranho, porém, alguns dos quadrinhos mais infames que você conseguirá encontrar na internet foram criados por praticantes dessa cultura. E o pior deles talvez seja “Concession”, do artista conhecido como Immelman.

As histórias começaram em 2006, quando seu autor trabalhava em um cinema; uma espécie de quadrinho-vingança, mostrava um grupo de lanterninhas zoomórficos tratando seus clientes como lixo. O grande problema mesmo começou quando Immelman decidiu escrever tramas originais para o quadrinho. Uma de suas histórias mais “famosas” envolve o assassinato de uma família inteira por um dos empregados do cinema, por motivos aleatórios.

A única sobrevivente é uma menina de oito anos, que logo é adotada por outro lanterninha. Tudo ocorre bem, até que, através de “hilárias” confusões, o mesmo passa a acreditar que ele e a menina fizeram sexo, e acaba atraindo a atenção de uma rede de pedófilos, com a qual a menina decide se juntar, no final da história.

Um webcomic ridículo e infame, com uma arte razoavelmente decente (apesar do autor não conseguir diferenciar nenhum dos animais), o que o torna apenas pior. Uma vergonha para os próprios furries, pode ser encontrado ainda em seu site oficial, embora sua leitura não seja o que podemos chamar de recomendada.

MELHOR WEBCOMIC DE NÚMERO 2- GARFIELD MINUS GARFIELD

Muitos leitores, como eu, se interessavam muito mais por Jon Arbuckle, em Garfield, do que pelo personagem título. Retratado como um homem derrotado, observando com tédio e indiferença o vazio de sua existência, Jon sempre foi um ótimo contraponto às tiradas do gato laranja.

O irlandês Dan Walsh, percebendo isso, decidiu, no ano de 2008, apagar todos os outros personagens da tira de Jim Davis, transformando Garfield na “jornada existencialista de um homem, enquanto perde a batalha contra a depressão nos quietos subúrbios americanos”. O resultado, como podem observar, foi simplesmente brilhante.

O sucesso da experiência foi tão grande que agradou ao próprio Jim Davis, que não apenas elogiou o trabalho de Walsh, considerando-o inspirador, como também permitiu que “Garfield Minus Garfield” fosse lançado como livro.

As tiras saem até hoje, e podem ser encontradas no site do projeto. O trabalho de Walsh se mostra completamente relevante em um mundo que coloca, a cada dia, questões envolvendo os direitos autorais em cheque. “Garfield Minus Garfield” prova que é possível criar apenas com a subtração, e merece um lugar de destaque em nossa lista.

PIOR WEBCOMIC DE NÚMERO 2 – SONICHU

Eu juro que tentei pular esse, mas escrever sobre os piores webcomics e não citar “Sonichu” é como participar de uma conversa sobre os melhores filmes de máfia e não falar sobre “O Poderoso Chefão”. Serei breve então: “Sonichu” é uma criação do americano Christian Weston Chandler, e narra as aventuras do personagem título, um híbrido entre Sonic e Pikachu. Depois de algumas edições, as histórias passaram a enfocar os problemas amorosos do autor, que se inseriu na história como prefeito da cidade ficcional em que se passa o quadrinho. Também transformou seus adversários da vida real em supervilões, que sempre terminavam humilhados por Chandler e sua esquadrilha de ouriços.

A arte é abismal, o roteiro é uma sucessão tosca de plágios, e Chandler não deixa de transparecer traços pessoais ao longo da série, como seu racismo, homofobia, sexismo e comportamento bizarro.

Se existe algum ponto de redenção em Sonichu, e isso é questionável, é a propriedade de paródia involuntária. A história toma os clichês típicos de produções do gênero, e eleva sua ruindade a terrenos astronômicos. Mesmo a arte infantil de Chandler poderia ser perdoável pelo uso das cores, que identifica ao leitor personagens, de outra forma, idênticos.

Contudo, o mal uso dos balões de diálogo torna o quadrinho praticamente ilegível, e, agora que os audiobooks não-oficiais foram tirados do ar, é pouco provável que as aventuras do ouriço pokemon elétrico sejam conhecidas. Pelo menos não fora do círculo de trolls obsessivos que tiraram o quadrinho do limbo, em primeiro lugar.

MELHOR WEBCOMIC DE NÚMERO 1- THE PERRY BIBLE FELLOWSHIP 

E aqui estamos, na cereja do bolo; “The Perry Bible Fellowship” começou como uma tira em um jornal universitário, mas seria na internet que ela se desenvolveria, e daria fama ao seu criador, o novaiorquino Nicholas Gurewitch. Inicialmente muito simples, as tiras, com o tempo, passaram a mostrar a versatilidade de seu criador. Gurewitch é famoso por sobrepor excelentes desenhos típicos de outras mídias, como livros infantis, ou quadrinhos policiais, com um dos textos mais ácidos que você conseguirá encontrar nos quadrinhos, criando uma obra realmente única.

Nunca tive tanta dificuldade em escolher as imagens que acompanhariam alguma entrada dessa lista como agora; toda tira de “The Perry Bible Fellowship” é única, original, bem trabalhada, e engraçada. O autor consegue passear com sutileza e inteligência por temas polêmicos como incesto, suicídio, religião, guerra, adultério, e muito mais. A qualidade, contudo, tem um preço. As tiras eram atualizadas com uma frequência muito baixa, chegando a ter intervalos de meses entre cada entrada, uma característica incomum para uma produção online, mas perdoável, devido à qualidade do material. Cada nova entrada era celebrada entre os fãs, e divulgada entre os fóruns especializados.

The Perry Bible Fellowship ganhou os prêmios Ignatz e Web Cartoonist’s Choice Awards nas categorias online. Em 2008, a copilação em álbum das tiras, “The Trial of Colonel Sweeto and Other Stories”, ganhou um prêmio Eisner. Atualmente em hiato, as tiras podem ser encontradas em português neste site, e também no site oficial americano, que vale uma olhada mesmo aos leitores que não conhecem inglês, graças às ocasionais tiras sem diálogo. Um trabalho fantástico, e na minha opinião pessoal, um dos pontos mais altos das publicações gringas da internet.

PIOR WEBCOMIC DE NÚMERO 1 – BILLY THE HERETIC

Assim como ao yin existe o yang, a internet nos proporciona com o complexo oposto de tiras como as de The Perry Bible Fellowship. Enquanto alguns surpreendem pela sua inteligência e criatividade, outros o fazem pela sua capacidade de se apegar a uma ideia estúpida e repeti-la ao infinito. Billy The Heretic é um quadrinho escrito apenas para difamar os judeus. O resultado, contudo, é tão infantil e pífio, que acaba soltando o tiro pela culatra, como discutirei adiante.

A tira conta a história de Billy, um menino cristão adotado por “terríveis hebreus”, que estão por trás de grandes conspirações, são completamente desrespeitosos em relação às outras religiões, e são aparentemente vampiros, sabe, como os “judeus” de “verdade”. O webcomic foi criado por um artista chamado… Billy The Heretic, que, supostamente, cresceu como filho adotivo em uma família judia.

É interessante notar a auto identificação que todos os artistas da lista dos piores projetam em suas obras; nenhuma das entradas é despida dessa característica, e pelo menos três dos artistas assinam com o nome de seus protagonistas. Os webcomics dessa lista são, em sua maioria, grandes fantasias de vingança, criadas por pessoas problemáticas, muito mais interessadas em extravasar seu ódio do que em criar uma produção artística genuína.

 Eu quase deixei de colocar “Billy The Heretic” aqui, mas creio que ele é o exemplo maior de como a internet pode ser usada de modo porco, e por isso merece o primeiro lugar na lista. Sua retórica é tão idiota, que quase o transforma em um quadrinho de denúncia contra o racismo, mostrando o quanto esse pensamento é insano e estúpido.

Como interessados, e talvez criadores, de webcomics, é interessante olharmos para esse quadrinho e compará-lo com qualquer outro da lista dos melhores, percebendo que a liberdade que conseguimos através da internet é também uma responsabilidade. Temos todas as ferramentas criativas em nossas mãos, basta escolhermos para que pretendemos usá-las, e empregar o nosso máximo para tirar os melhores resultados possíveis disso.

E, para desintoxicar desse lixo, vejam mais uma tira de The Perry Bible Fellowship:

E boa noite.

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8 Responses to DEEPWEB #3 – Top 10: Os melhores e os piores webcomics gringos

  1. @gabidogato disse:

    hahaha cara muito bom, vc manda bem nos textos, parabens!

  2. Kilo disse:

    Não teve coragem de incluir “Morning Glory” na lista…

  3. Wendel disse:

    Outras grandes webcomics: MS Paint Adventures (é a que tem melhor trilha sonora inclusive… mais de 20 álbuns), Dinosaur Comics, Dresden Codak (melhor arte ever), Questionable Content, Sinfest.

  4. Hemetério disse:

    http://www.spaceavalanche.com tambem é muito bom, pena que é outro que se encontra em hiato. Pior – ou melhor, sei la – ele exige um troco pra continuar.

  5. Faltou só o Electric Retard, provavelmente as webcomics mais controversas ever…

  6. Marcleuiz disse:

    http://pinksnowbunny.com podia ser o #1 pior webcomic. A matéria é muito boa, mas peca ao não colocar os links dos respectivos web-comics na página…

  7. Lucas Eduardo disse:

    O Wendel citou há alguns comentários atrás o site MS Paint Adventures, e acho que desse site não podemos deixar de esquecer da pérola Sweet Bro & Hella Jeff. A arte tosca é proposital, mas ainda assim, conseguia algo próximo do segundo lugar.

  8. Dona Jéssica disse:

    Lembro quando conheci The Perry Bible Fellowshipp, numa tarde preguiçosa nos limbos da internet… E só fui fechar o site depois de abrir todas as malditas tiras, uma por uma – e salvando quase todas no pc. :P

    Excelente texto, vou pesquisar melhor sobre as que não conheço!

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