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American Horror Story e seus contos sinistros

em maio 30 | em Opinião, Televisão | por | com 3 Comments

Quando vi na net o anúncio de uma nova série com o nome “American Horror Story” dei uma pesquisada e me deparei com Ryan Murphy… E lembrei daquela série de uns cirurgiões plásticos que “se metiam em altas enrascadas” com gatas, no trabalho, drogas e afins (“Nip/Tuck”). Gostei da sinopse, que falava em uma casa mal assombrada, acontecimentos estranhos e pensei “por que não dar uma conferida?”. Fui atrás dos episódios… e valeu muito! Foi uma ótima surpresa. Então se você está em busca de tensão, drama, originalidade, fantasmas e horror (sim, tem sim!), recomendo que continue lendo esse texto.

“A série conta a história do terapeuta Ben Harmon, interpretado por Dylan McDermott (“The Practice”), e sua esposa Vivien, papel vivido por Connie Britton (“Friday Night Lights”), que após passarem por um aborto e uma traição, resolvem dar uma segunda chance ao casamento. Tentando abandonar de vez o passado, o casal deixa Boston com a filha Violet (“Taissa Farmiga”), e muda-se para Los Angeles. Mas o que eles encontram nada tem a ver com o esperado glamour hollywoodiano! Ao contrário, a família é obrigada a conviver com vizinhos estranhos e acontecimentos bizarros que vão revelando o passado sombrio de seu novo lar.”

Enquanto a família se instala na casa, acontecimentos bizarros e, muitas vezes violentos começam a ocorrer com maior regularidade. É logo revelado que aconteceram mais de 20 mortes violentas na casa ao longo de sua história (!!!) – tanto que o lugar é conhecido em passeios turísticos como “The Murder House” (A Casa dos Homicídios). A família luta com suas próprias tribulações pessoais, ignorando a realidade de sua casa, mesmo que mais pessoas morram e fixem residência como fantasmas.

A sinopse “básica” de um roteiro de terror vai muito além. A produção, trilha sonora, fotografia… os atores! A Connie Britton é uma das mais gatas/maduras/coroas/gostosona dessa geração. Só que quem rouba a cena é a DIVA Jessica Lange, uma das mais intrigantes, belas e bem construídas personagens da série. Ela faz o papel de Constance, vizinha da tal casa assombrada… há anos, tendo inclusive já morado na casa. Ela sabe dos segredos dali, das pessoas que viveram e morreram lá. Na série, ela é mãe de uma menina com síndrome de down, a fofa da Addie, e do garoto-problema-que-não-é-mau-porque-quer, o tesudinho do Tate Langdon (que logo de cara fica afim de Violet, adolescentezinha deprê e de personalidade).

Destaque para Moira O’Hara, a governanta que “muda” sua forma de acordo com os olhos que a vêem (os homens vêem uma tesuda ruiva safada – coloque “Alexandra Breckenridge” ai no Google –  e as mulheres, uma coroa sofrida e cega de um olho), o casal gay fechação Chade e Patrick, além do encosto que tem a metade da cara queimada, Larry Harvey (o fuderoso Denis O’Hare, que conseguiu me fazer ter nojo e pena dele), entre outros “secundários” que de “segundo plano” não têm nada.

O Globo de Ouro deu à atriz Jessica Lange o reconhecimento pelo trabalho encantador e odioso em sua Constance Langdon, uma verdadeira Caixa de Pandora na série. Se você ainda não se convenceu, garanto que os apreciadores de histórias de fantasmas materializados, assassinatos cruéis, vingança póstuma, mutilação e assombração crescente, intrigas sobrenaturais e afins, não se arrependerão. O terror psicológico é eficaz porque abre janelas para novas possibilidades, e a série tem nessa característica o seu maior trunfo.

Dá pra encontrar na série  inúmeras referências a filmes e histórias populares de terror – como “O Bebê de Rosemary” (1968), “O Iluminado” (1981) e macabros contos infantis – e até reais (navegando outro dia, vi que a história de “Dália Negra” rolou mesmo, fiquei passada como a série reproduziu bem o corpo dela retalhada, ui!). Outra coisa legal são os pulos no passado que a série dá, para mostrar os casos de assassinatos que ocorreram no local. A representação das épocas também é um show à parte (e uma das coisas que eu mais curtia, imaginar o “passado” de um lugar, suas “energias”).

A primeira temporada termina de um jeito que “fecha” o arco. É isso mesmo. Cada temporada será passada em um lugar mal assombrado diferente . Para essa segunda temporada (outubro na gringa) a proposta da segunda parece ser bem mais interessante: a história será contada dentro de uma instituição mental que abriga criminosos, com o objetivo de discutir o que é sanidade. Em entrevista, Murphy disse não existir nada mais assustador que uma pessoa ser trancafiada em uma instituição, perdendo todos seus direitos, para o resto de sua vida.

Pensando nisso, ele propõe narrar uma história situada na década de 1960, época em que ainda era uma prática comum internar qualquer pessoa por ser lésbica ou gay, ou por gostar de sexo. Na entrevista, Murphy deu como exemplo a personagem que seráinterpretada por Chloe Sevigny (“Amor Imenso”/”Big Love”): uma ninfomaníaca que foi internada por gostar de sexo.

O produtor não revelou mais nenhum detalhe sobre a temporada, a não ser o fato de que o ator Evan Peters interpretará o herói da história. Na temporada anterior, ele era Tate, responsável pela desgraça de muitos personagens. É esperar e sacar, aposto que vai valer a pena.

 

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3 Responses to American Horror Story e seus contos sinistros

  1. Tiago disse:

    A Alexandra Breckenridge tem um monte de tatuagens, pena que o papel pede que sejam cobertas. Ruiva espetáculo!

  2. Jotaerresantos disse:

    Muito interessante, precisa estar bem ligado na trama para começar a entender  todos os acontecimentos. Se levantar para pegar a coca na geladeira, ja era, volta  para ver de novo.

  3. […] gente cogitando que é possível  eles adotarem um formato parecido com o de American Horror Story, caso Reborn dê certo… O que vocês […]

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